15 julho, 2006

Jogando no lixo

Carlos Alberto Parreira havia descoberto a melhor formação para a seleção brasileira para a Copa do Mundo da Alemanha, mais ou menos 1 ano antes da Copa. Isso ocorreu na Copa das Confederações em 2005 na mesma anfitriã Alemanha, quando, apesar da derrota por 1 x 0 para o México na 1ª fase da competição, a seleção jogou um excelente futebol, derrotando a Alemanha na semifinal e depois goleando os nossos hermanos argentinos por 4 x 1 na final, com grande atuação de toda a equipe.

Porém não sei o porquê, Parreira resolveu jogá-la no lixo. Não sei de onde veio a pressão para que se convocassem os medalhões da seleção: Ronaldo, Roberto Carlos e Cafu. Provavelmente ela veio da cúpula da CBF e dos patrocinadores da seleção, que injetam milhões de dólares anualmente nas mãos do Sr. Ricardo Teixeira. Tais jogadores já não faziam boas temporadas em seus clubes na Europa fazia anos. Essa é inclusive uma das diferenças entre o técnico europeu e o brasileiro. O brasileiro se rende ao passado do jogador, em vez de renovar a seleção. Já o europeu renova a seleção, independente do passado vitorioso do jogador. Isso temos que aprender com eles...

O fato é que enquanto o Brasil enfrentou seleções fracas: Croácia, Austrália e Japão na 1ª fase, mais Gana nas Oitavas de Final, não precisou apresentar um grande futebol pra vencer. Assim que pegou uma seleção forte, a França, titubeou. Fez um jogo patético onde a maioria dos jogadores estava perdido em campo, sem um esquema definido de jogo, além de estarem mal fisicamente. Ainda por cima sofreu um gol num lance de desatenção de um único jogador, Roberto Carlos, que não sabe mais onde colocar tanto dinheiro que ganhou no futebol, e não tinha nenhum interesse em jogar mais uma Copa do Mundo. Resultado, o Brasil saiu da Copa de 2006 pela porta dos fundos, fato que não acontecia fazia décadas pois nas eliminações nas Copas de 1982, 1986 e 1990 o Brasil foi eliminado jogando bola...